Don’t Look in the Basement

Posted in Reviews with tags , on 2011/08/07 by Gunat

“They lived out their fantasies… Now they are dying for them!”

Ano: 1973

Género: Horror, Mistério

“Do you get out much, Mrs. Callingham?”

Manicómios, pessoas dementes… Temas recorrentes de muitos filmes, alguns deles lendários (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, Shutter Island, só para referir alguns) outros nem tanto, mas que por vezes conseguem cumprir apenas a função de entreter e divertir (embora por vezes não seja isso o pretendido), como é o caso deste filme.

Tal como todos os filmes de série B (este filme claramente escontra-se nessa classificação), a história é bastante simples e consiste na chegada de uma nova enfermeira a um manicómio bastante especial imediatamente após uma desgraça que vai afectar o seu funcionamento.

O filme é passado quase totalmente dentro de portas, não havendo nada de especial para referir nesse aspecto. Algo estranho e refrescante para estes filmes é a tentativa de construção de ambiente, não caíndo no erro de apresentar apenas violência desmedida (em parte conseguida). Embora, como dito acima não é apresentada violência desmedida, esta está bastante presente e com algum nível de detalhe (tendo em conta o ano e tipo de filme).

Dos actores e e personagens, destaco a interpretação de Bill McGhee (Sam) que tem uma actuação alguns pontos acima do restante elenco. De resto, as interpretações variam entre o agradável e o irritante.

Finalizando, estamos na presença de um filme de terror razoável (tendo em conta o tipo) e que embora tenha um final algo previsível, entretei se não se estiver à espera de uma grande obra.

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Black Swan

Posted in Reviews with tags , , , on 2011/07/23 by Gunat

Ano: 2010

Género: Thriller, Drama, Mistério

“I just want to be perfect.”

O Quebra-Nozes, Sonho de uma Noite de Verão, Coppélia, Lago dos Cisnes, todas obras em que a grande relação entre elas (além de ser tudo obras de ballet) é o perfecionismo inerente que parecem sugerir…
Mas, e nos bastidores, será que essa perfeição existe atrás desse mundo de faz-de-conta? Darren Aronofsy propõe-nos na sua mais recente obra espreitarmos pelo outro lado do espelho…

No filme, acompanhamos a bailirina de ballet Nina Sayers (Natalie Portman), que após ser a escolhida como protagonista da nova obra que a sua companhia vai apresentar, começa a conhecer e a viver o lado mais negro e oculto desse protagonismo.

Sendo um filme sobre o outro lado dos espectáculos de ballet, grande parte do filme é passado em ambientes interiores e mesmos nos exteriores sentimos um grande claustrofobismo.
O realizador, nos primeiros 15 minutos do filme, utiliza a camara de forma nervosa e algo confusa, o que não beneficia em nada a história. Em sentido contrário, a história começa de forma lenta, mas com o desenrolar dos acontecimentos vai ficando mais frenética e interessante. As coreografias e a música (em particular) são grandes pontos fortes do filme, mesmo para os espectadores que não gostam deste genero de arte.
Sendo um thriller com o ballet como pano de fundo, o filme surpreende com a presença de algumas cenas violetas e de âmbito sexual fortes, mas numa quantidade q.b. servindo apenas para complementar o argumento.

Quanto às interpretações, Natalie Portman (e ignorando a polémica gerada em relação às suas cenas) está sublime no papel de uma bailarina frágil num mundo que tem pouco de cor-de-rosa. Barbara Hershey representa uma mãe autoritária e sufocante, que gera num espectador um sentimento de revolta. O actor Vincent Cassel representa o coreógrafo da companhia, numa personagem que gera um misto de repulsa e fascínio. A surpresa está na actriz Winona Ryder (irreconhecível, mas no bom sentido) que compõe uma bailarina experiente e amargurada com a sua perda de influência na companhia. Por fim, e complementando a interpretação de Portman, está a actriz Mila Kunis no papel de uma nova bailarina que é tudo o que a personagem de Portman não é, sendo esse conflito outro dos pontos fortes do filme.

Concluíndo, estamos na presença de um filme que usa o mundo do ballet como pano de fundo para a construção de um grande thriller onde as aparências iludem e que serviu como veiculo para o Óscar de melhor actriz para Natalie Portman.
Imperdível para os fãs de thrillers.

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A Bronx Tale

Posted in Reviews with tags , , , , on 2011/06/29 by Danilo
A bronx tale

A bronx tale

“It’s rumored that his shadow once killed a dog.”

Ano: 1993

 

A estreia de Robert De Niro como director através de uma história adaptada de Chazz Palminteri que tinha escrito para teatro. De Niro também entra no filme mas não como actor principal, ele é um condutor de autocarro que tenta levar uma vida normal à custa do seu trabalho sem cair na tentação de fazer trabalhos extra para a máfia local.

A personagem principal é o seu filho, interpretado por Francis Capra e Lillo Brancato, que mostra o seu crescimento num bairro controlado pela máfia onde tudo parece melhor e mais fácil do que levar uma vida de trabalho árduo.

De Niro tenta evitar a todo custo que o seu filho se misture com a máfia mas após um assassinato visto pelo filho que depois finge nada saber quando questionado pela polícia faz com que se aproxime mais de Sonny, interpretado por Chazz Palminteri, que é o chefe da máfia local.

Este filme também relata as diferenças e ódio que havia na altura entre as pessoas de diferentes raças.

“The saddest thing in life is wasted talent. ”

Trailer:

The Shining

Posted in Lendas, Reviews with tags , , , , on 2011/06/07 by Gunat

“Stanley Kubrick’s epic nightmare of horror.”

Ano: 1980

Redrum

Ano 1994…, no ar está o Treehouse of Horror V da família de animação mais famosa do mundo.

A primeira história apresenta a família a ir tomar conta de uma casa. Nessa casa, estranhos incidentes começam a ocorrer, levando um dos seus membros à loucura e outro a descobrir que contém the shinning (propositadamente mal dito para evitar um processo em tribunal, como é explicado por outra personagem).

Esta é a homenagem de toda a equipa da série (fazendo um dos melhores episódios do dia das bruxas) a um dos maiores clássicos de horror de sempre, The Shining.

O filme, adaptado da obra homónima de Stephen King e realizada por uma lenda da 7ª arte, Stanley Kubrick, narra a história de um escritor que devido a um bloqueio criativo aceita um trabalho como caseiro de um hotel num sítio isolado, que não funciona durante o Inverno. Aí, estranhos acontecimentos começam a ocorrer, afectando os seus novos habitantes.

Grande parte do filme é passado no hotel e nas suas redondezas nevadas (ajudando na criação de ambiente, devido à sensação de isolamento que provocam).

O hotel, em contrapartida, apresenta corredores e salas mais claustrofóbicas sendo esta discrepância de espaços usada habilmente pelo realizador que lentamente vai construído o ambiente.

O filme apresenta algumas cenas violentas e fortes, que na altura devem ter gerado alguma polémica.

Sendo este um filme de culto, não foi apenas a história e a maneira lendária de filmar do realizador que é recordada.

A interpretação de Jack Nicholson, na altura já uma grande estrela, é lendária, demonstrando na perfeição a gradual transformação do personagem.

No plano oposto, Shelley Duvall tem uma interpretação irritante (talvez propositada de forma a sentirmos alguma ligação com a personagem de Jack Nicholson) e esquecível.

Os restantes actores cumprem todos, com especial destaque para os actores Joe Turkel e Scatman Crothers.

Finalizando, estamos perante um filme de culto onde é demonstrado que o género de horror também pode conter história e que a vertente psicológica e tanto ou até mais assustadora que a componente visual.

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The A-Team

Posted in Reviews with tags on 2011/05/17 by Gunat

“There Is No Plan B.”

Ano: 2010

“I believe that no matter how random things may appear, there’s still a plan. “

“In 1972, a crack commando unit was sent to prison by a military court for a crime they didn’t commit. These men promptly escaped from a maximum security stockade to the Los Angeles underground. Today, still wanted by the government, they survive as soldiers of fortune. If you have a problem, if no one else can help, and if you can find them, maybe you can hire… The A-Team.” ou em Português: “Há dez anos, uma equipa de comandos especiais foi mandada para a prisão por um tribunal militar por crime que não haviam cometido. Esses homens escaparam da prisão militar de segurança máxima passando a viver secretamente em Los Angeles. Ainda hoje são procurados pelo governo e sobrevivem como aventureiros, Soldados da Fortuna. Se você tem algum problema, se ninguém mais puder ajudá-lo e se conseguir encontrá-los, talvez consiga contratar o ESQUADRÃO CLASSE A.”

Monólogo muito famoso que para as novas gerações nada diz, mas que fazia parte duma série lendária dos anos 80 com os actores George Peppard,  Dwight SchultzMr. TDirk Benedict a interpretar as personagens principais.

A série consistia numa equipa especial que após acusados por um crime que não cometeram, fugiram da prisão, passando a sobreviver como soldados da fortuna (como indicado no início de cada episódio).  13 anos após o fim da série, este universo é levado para o grande ecrã por intermédio do realizador Joe Carnahan.

Nesta primeira adaptação da série para o grande ecrã, vamos conhecer a origem da famosa equipa e os eventos que procederam a série, ou seja, o filme é uma prequela da série.

Uma das grandes críticas ao filme, se não a grande crítica é referente à violência utilizada no filme. Ao contrário da série, a violência é apresentada de forma explícita (sendo que na série sempre foi tratada de forma mais ligeira).

Além da comédia, o grande ponto forte da série eram os 4 personagens principais e a sua interacção e, infelizmente, nesta adaptação foi perdida alguma dessa magia (embora tenha existido um esforço honesto para a recriar).

Em relação aos personagens e interpretes, não faz muito sentido sairmos do universo dos 4 personagens principais (embora todos os restantes actores tenham cumprido, não existiu nenhum actor que tenha sobressaído, e também porque uma das grandes curiosidades do filme era verificar se os novos actores conseguiam recriar a magia dos antigos), assim:

Liam Neeson representa o coronel John ‘Hannibal’ Smith.

Embora se tenha perdido algumas das características do personagem, esta representação continua com os mesmos pontos fortes e presença que eram características de marca desse personagem (não sendo grande surpresa tendo em conta o actor).

A surpresa, em termos destes quatro personagens, foi a interpretação do actor Bradley Cooper como Templeton ‘Faceman’ Peck. Sendo o playboy do grupo, o actor consegue representar quase na perfeição todas as características que este personagem apresentava na série.

Quanto ao personagem ‘Howling Mad’ Murdock, representado pelo actor Sharlto Copley, a sua performance é algo cinzenta, não no sentido de ser fraca, mas sim devido ao ser papel ter sido mal escrito e a personagem mal aproveitada.

O actor Quinton ‘Rampage’ Jackson ficou com a difícil tarefa de representar um dos personagens mais icónicos dos anos 80, o sargento B.A. Baracus. Embora se note que o actor tenta aproximar-se (adicionando também características próprias) da interpretação da série, não consegue fazer-nos esquecer o famoso Mr. T.

Por fim, estamos perante uma adaptação que embora não faça esquecer a série original, é um bom cartão de apresentação para quem nunca viu a série e para os fãs é uma forma de recordar e ver esse universo pelos olhos de outras pessoas.

P.S.: No filme existem cameos dos actores Dirk Benedict (Templeton ‘Faceman’ Peck) e Dwight Schultz (‘Howling Mad’ Murdock). Tentem descobrir onde.

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Indie Lisboa’11

Posted in Notícias with tags , , on 2011/05/05 by Gunat

Realiza-se entre 5 a 15 de Maio a oitava edição do Festival Internacional de Cinema Independente Indie Lisboa.

Para uma consulta mais detalhada http://www.indielisboa.com/ ou se pretende apenas consultar os filmes e horários de exibição http://www.indielisboa.com/movies.php?lang=1&id=10.

PUBLIdevoradores 2011

Posted in Notícias with tags , on 2011/05/05 by Gunat

“Olhos bem abertos para o maior e melhor intervalo de publicidade do mundo”

Porque algumas publicidades podem ser consideradas autênticas curtas!

Para mais informações visitem:

http://sic.sapo.pt/sicradical/noticias/2010/11/publidevoradores+2011.htm