Black Swan
Ano: 2010
Género: Thriller, Drama, Mistério
“I just want to be perfect.”
O Quebra-Nozes, Sonho de uma Noite de Verão, Coppélia, Lago dos Cisnes, todas obras em que a grande relação entre elas (além de ser tudo obras de ballet) é o perfecionismo inerente que parecem sugerir…
Mas, e nos bastidores, será que essa perfeição existe atrás desse mundo de faz-de-conta? Darren Aronofsy propõe-nos na sua mais recente obra espreitarmos pelo outro lado do espelho…
No filme, acompanhamos a bailirina de ballet Nina Sayers (Natalie Portman), que após ser a escolhida como protagonista da nova obra que a sua companhia vai apresentar, começa a conhecer e a viver o lado mais negro e oculto desse protagonismo.
Sendo um filme sobre o outro lado dos espectáculos de ballet, grande parte do filme é passado em ambientes interiores e mesmos nos exteriores sentimos um grande claustrofobismo.
O realizador, nos primeiros 15 minutos do filme, utiliza a camara de forma nervosa e algo confusa, o que não beneficia em nada a história. Em sentido contrário, a história começa de forma lenta, mas com o desenrolar dos acontecimentos vai ficando mais frenética e interessante. As coreografias e a música (em particular) são grandes pontos fortes do filme, mesmo para os espectadores que não gostam deste genero de arte.
Sendo um thriller com o ballet como pano de fundo, o filme surpreende com a presença de algumas cenas violetas e de âmbito sexual fortes, mas numa quantidade q.b. servindo apenas para complementar o argumento.
Quanto às interpretações, Natalie Portman (e ignorando a polémica gerada em relação às suas cenas) está sublime no papel de uma bailarina frágil num mundo que tem pouco de cor-de-rosa. Barbara Hershey representa uma mãe autoritária e sufocante, que gera num espectador um sentimento de revolta. O actor Vincent Cassel representa o coreógrafo da companhia, numa personagem que gera um misto de repulsa e fascínio. A surpresa está na actriz Winona Ryder (irreconhecível, mas no bom sentido) que compõe uma bailarina experiente e amargurada com a sua perda de influência na companhia. Por fim, e complementando a interpretação de Portman, está a actriz Mila Kunis no papel de uma nova bailarina que é tudo o que a personagem de Portman não é, sendo esse conflito outro dos pontos fortes do filme.
Concluíndo, estamos na presença de um filme que usa o mundo do ballet como pano de fundo para a construção de um grande thriller onde as aparências iludem e que serviu como veiculo para o Óscar de melhor actriz para Natalie Portman.
Imperdível para os fãs de thrillers.
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