The Expendables
Ano: 2010
“What’s his problem?”, “He wants to be president. “
O que tem em comum os filmes Rambo, Crank, Danny the Dog, Universal Soldier: Regeneration, Terminator e Die Hard?
Tirando o detalhe de serem filmes de acção com actores conhecidos (uns mais do que os outros), nada……
Sylvester Stallone, que recentemente ganhou novo fôlego tanto na representação como na realização juntou todos os heróis de acção presentes nestes filmes, além de outros, e construiu um filme de acção que será falado durante os anos vindouros.
Como a grande maioria deste género de filmes, o argumento é simples.
Neste filme, acompanhámos uma equipa de mercenários que após um trabalho num país governado por um ditador, decidem voltar (não vou indicar o motivo para evitar spoilers). Simples, sim, mas também não estávamos à espera de uma obra que nos puxasse pela massa cinzenta, apenas uma obra que apresentasse a história de forma competente (algo totalmente conseguido).
Sendo este um filme de acção, e não esquecendo os outros pontos que um filme deve conter, a grande questão prende-se como são filmadas as cenas de acção e o nível de violência. Neste ponto o filme não apresenta quaisquer tipos de rodeios. Estamos perante um filme bastante violento e gráfico (algumas cenas chegam a surpreender).
Uma agradável surpresa é a inserção de alguma comédia (especialmente entre os personagens de Sylvester Stallone e Jason Stathan) bem conseguida e que ajuda a digerir toda a violência que o filme contém.
Sendo um filme de acção com algumas das maiores estrelas do género (de várias épocas diferentes) seria normal que as interpretações, leia-se egos, dos actores pudesse comprometer o filme. Felizmente tal não acontece, ajudando assim a experiência de visualização do filme.
De todos os actores presentes, vou apenas referenciar alguns (devido a já ter visto o filme a algum tempo).
Começando pelo actor/realizador, Sylvester Stallone não complica nem inventa e constrói uma representação que já nos habituou em muitos outros filmes (embora se note que a idade já começa a pesar).
Jason Statham apresenta neste filme as características que o fazem ser considerado o legitimo herdeiro dos filmes de acção deste novo século.
Mickey Rourke, embora com um pequeno papel, demonstra que após algum tempo perdido, voltou em força à representação.
Dolph Lundgren e Jet Li, tal com Sylvester Stallone, têm interpretações dentro do registo que já nos habituaram.
As duas actrizes (Giselle Itié e Charisma Carpenter) comportam-se de forma competente com os papéis que lhes foram atribuídos.
De todos os secundários, David Zayas é quem tem uma interpretação mais interessante e que sobressaí mais.
Além de todos estes actores, existe o cameo dos actores Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis, participando numa das cenas mais memoráveis deste filme (em conjunto com Sylvester Stallone, a cena deixa no ar o desejo de ver mais com os três actores).
Estamos perante um filme perfeito? Não…. Estamos pensar um filme que nos faz pensar? Também não…. Estamos sim perante um grande filme de acção, que nos faz recordar os grandes clássicos do género dos anos 80/inícios dos anos 90.
Imperdível para todos os fans do género.
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